É necessário se posicionar diante da crise política que pressiona nossa jovem democracia. Não defendo o governo conservador da presidente Dilma Rousseff (PT). Longe disso. Mas defendo seu mandato em nome do cumprimento da regra do jogo. Escrevi no DR (25) sobre o acalorado e espinhoso assunto.
Mostrando postagens com marcador PT. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PT. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
O impeachment e a regra do jogo
Marcadores:
Aécio Neves,
Câmara dos Deputados,
Dilma Rousseff,
Eduardo Cunha,
Fernando Henrique Cardoso,
Impeachment,
Jogo,
PSDB,
PT,
Regra,
Senado;
terça-feira, 25 de agosto de 2015
Bem vindos ao Absurdistão
![]() |
| Caverna de Platão fica no Absurdistão |
Acessórios, roupas na mala, passagem na mão, boa vontade e a viagem está preparada. O destino é o Absurdistão, local que um dia pode reivindicar o status de Estado. Por hora isso não ocorre porque suas fronteiras não existem. Em tempos de crise, aumenta o número de pacotes para o lugar e diversos turistas revelam o desejo de retornar ou até se fixar de vez na região.
O Absurdistão ficou famoso por reunir uma parcela de indignados que não suportam os desvios éticos e morais que acontecem por aí. Revoltados, os indivíduos que habitam o Absurdistão enxergam os problemas e ações ocultas na sociedade como um todo. Foram eles que denunciaram a entrada de haitianos para votar em massa na presidente Dilma Rousseff.
O raciocínio é claro como o dia: tudo é parte de um plano maior. Os haitianos se juntaram aos médicos cubanos na tentativa de “preparar o terreno” para o golpe comunista que se avista e que foi planejado no Foro de São Paulo há duas décadas. Claro que tudo vem sendo arquitetado por jornais - que se alinham ao regime que já matou milhões na União Soviética e Cuba - e por bancos -, como aquele que empresta bicicletas laranjas.
Inclusive, as ciclovias superfaturadas em São Paulo foram pintadas de vermelho para o momento da ação militar. Trata-se de uma espécie de ponto de encontro para reunir o PCC, braço armado do partido; os haitianos e cubanos; e o exército do Stédile e a CUT que falou semana passada em pegar armas.
Vale lembrar, contudo, que existe um grupo minoritário no Absurdistão que bate de frente com esse ideário. Por lá, acredita-se piamente que os Estados Unidos estão por trás das manifestações no Brasil contra a presidente da República. Diferentemente da visão do avanço do comunismo esquerdopatafreakzoid, explica-se que às concessões que um partido de “esquerda” faz ao neoliberalismo fazem parte da realpolitik. É assim porque tem que ser, ora.
Welcome to Absurdistão. Bem vindo ao Absurdistão. Aqui, se o cidadão de bem pecar pelo exagero, não há problema nenhum.
Marcadores:
absurdistão,
banco,
bicicleta,
Brasil,
Caverna de Platão,
ciclovia,
comunismo,
Cuba,
cubanos,
foro de são paulo,
Haiti,
haitianos,
itaú,
PCC,
PT,
setubal
terça-feira, 17 de março de 2015
Jovem democracia no Brasil acumula 70 pedidos de impeachment em 21 anos
Nossa
democracia está no ensino médio do ensino público paulista. Vejamos: Fernando
Henrique Cardoso (PSDB) obteve, em duas gestões, 17 requisições de impeachment.
Lula, nos dois mandatos a frente do Planalto acumulou 34 pedidos de
impedimento. Dilma, até hoje, coleciona 19 solicitações de deposição, sendo 5 requerimentos em três meses de governo. Tentamos colocar ponto final numa
administração 70 vezes desde 1994, quando se consolidou a polarização. Qualquer
crise em gestão é berreiro certo do outro lado. Terceiro turno.
O Instituto Datafolha
revelou hoje que 82% dos manifestantes que estiveram na avenida Paulista no dia 15 de março votaram em Aécio Neves (PSDB) para presidente
no primeiro turno. Mas o “Fora PT” já foi “Fora PSDB”. É só lembrar o protesto
contra FHC realizado em Brasília no ano de 1999. A organização dos eventos
marca a diferença entre os dois momentos: o primeiro foi mobilizado por um
partido político, o PT; o segundo foi arquitetado por grupos não filiados
reunidos pelas redes sociais. A motivação, entretanto, é a mesma. Tirar o
partido que está no poder para o bem do Brasil. Para melhorar a minha vida e a
sua. Dessa maneira, a democracia só vale se meu grupo político vencer.
Estamos
construindo uma cultura democrática que forma oposições rasteiras. Precisamos aprender a perder. Respeitar o
outro lado. Não é um atalho fácil tirar um governo do qual não gostemos. Quem
perdeu as eleições têm, na democracia, que se preparar para a próxima disputa enquanto faz campanha. Acompanhar, criticar, sugerir, mobilizar por uma causa. Que tal reforma política? Ou plebiscito para instituição do parlamentarismo? Com esse regime fica mais fácil destituir um presidente. Assim como o parlamento. Ora, brigar pelo que acredita é muito importante.
Mas não sejamos levianos, como já disse o poeta. Impeachment só vai para frente com embasamento
jurídico, provas. Vamos deixar o achismo, o quem sabe, de lado. A
democracia precisa passar de estágio, evoluir, solidificar uma cultura política
que estabeleça diálogo permanente por mais contraditórias que sejam as visões.
Fonte: Estadão
Fonte: Estadão
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
Veja dez maneiras de passar o tempo dentro do carro na cidade de São Paulo.
1- Espie de lado as manchetes dos
jornais distribuídos gratuitamente nos semáforos. Informação é tudo.
2- Recorra à conversa com um amigo,
aquele que é guardado no lado esquerdo do peito, dentro do bolso da camisa
Scotch Soda. O smartphone nesse momento é, muitas vezes, a única “companhia”.
3 - O aparelho GPS sintoniza os
canais abertos. Neste caso, o problema é se ver na Marginal na segunda edição
do jornal da noite, no meio de uma multidão de luzes. Deprime um pouco, é
verdade. Melhor ligar o rádio em algum programa de humor.
4 – Para os mais antigos,
conservadores, que tal um bom joguinho de palavras cruzadas? Só não vale espiar
as respostas no canto inferior, hein!
5 – Utilizar bolas terapêuticas chinesas em massagem para as mãos na busca da integridade mental, física e espiritual. Renovação.
6 – Olhar o celular novamente. Deve ter alguma novidade legal na rede social
favorita.
7 –Contar o tempo no deslocamento entre um semáforo e outro para fazer a comparação com outros dias. Estatísticas são sempre bem vindas. Cronômetro na mão: valendo!!!
8- Que tal então ler a placa do carro da frente, refletindo na combinação de letras, números, e nas infinitas possibilidades de aquilo ser um sinal do destino de que tudo vai melhorar, a começar pelo trânsito. Numerologiaem alta. Positividade.
8- Que tal então ler a placa do carro da frente, refletindo na combinação de letras, números, e nas infinitas possibilidades de aquilo ser um sinal do destino de que tudo vai melhorar, a começar pelo trânsito. Numerologia
9 - Na descrença do item oito,
buzinar afoitamente, e colocar a indignação seletiva para fora do peito, xingando
o seu partido político predileto faz muita diferença. Acalma prontamente.
domingo, 6 de outubro de 2013
Rede e o Shangri-La partidário
![]() |
| Marina Silva e Eduardo Campos Foto: Reprodução |
Com os pés
fincados nos pilares da sustentabilidade e na defesa dos grupos ambientalistas
na criação de sua Rede, a ex-senadora Marina Silva retornou à realidade
partidária onde as legendas não diferem no fisiologismo político.
A decepção de parte da militância da Rede, que aguardava a criação de uma agremiação que fizesse uma “nova política”, longe de relações promíscuas e nomes jurássicos, ganhou força com a filiação “simbólica” de Marina no PSB.
Em 2011, na
votação do Código Florestal, 27 dos 30 deputados do PSB votaram a favor da
bancada ruralista. No ano passado, o bloco ficou dividido: 16 votos para a tese
ambientalista e 9 contra. Com a
concretização de uma chapa puro sangue com Eduardo Campos – onde Marina deve
ser a cabeça – não será difícil ver a ex-senadora dividindo palanques nas
cidades com Heráclito Fortes e Paulo Bornhousen. Na curva à direita na busca de
apoio, o PSB já conversa com DEM e PPS, o que pode enfraquecer possível campanha
de Aécio Neves – que vê no retrovisor o incômodo José Serra – empolgado pela
movimentação de Marina que pode ressoar seu nome no ninho tucano.
Chavismo
Marina está
certa ao criticar o casuísmo na tentativa de aprovação no Congresso de projeto
que sufocava as novas legendas, diretamente apoiado pelo Planalto. No entanto, falha ao comparar a continuidade do governo petista ao chavismo. “Chávez mudou
a lei eleitoral para garantir maioria no Parlamento – mesmo perdendo votos;
pressionou a imprensa e a mídia, partidarizou o governo. Nada disso pode ser
assacado contra os governos Lula e Dilma, a não ser por aqueles que têm pouca
preocupação com a realidade. A própria nomeação de petistas para cargos de
confiança não deve ter sido maior que a de tucanos e pefelistas no governo FHC,
e, além disso, está muito longe do que fez Chávez”, diz o professor de
Filosofia Política da Universidade de São Paulo (USP), Renato Janine Ribeiro.
sábado, 5 de outubro de 2013
Um Eduardo incomoda muita gente. E com a Marina incomoda muito mais.
![]() |
| Marina Silva e Eduardo Campos Foto: Eduardo Braga/FolhaPress |
Sem êxito na
criação da Rede Sustentabilidade, a ex-senadora Marina Silva decidiu ingressar
no PSB, consolidando-se como terceira via para o pleito de 2014. É, sem sombra
de dúvida, uma grande vitória para o presidente da sigla Eduardo Campos, que
acabou com uma aliança histórica com o PT, aproximando-se e atraindo nomes da
oposição em um processo de realinhamento do partido.
A novidade não
configura, no entanto, um bom cenário para Aécio Neves (PSDB) que pode ficar de
fora do segundo turno, este sim, assegurado. O capital de 20 milhões de votos
adquiridos em 2010 por Marina deve levar a disputa para uma segunda etapa desde
que a ex-senadora seja a cabeça na chapa puro sangue. É um cenário arriscado
para Campos, porém Marina deve projetar a sigla enquanto cria sua Rede. Difícil crer nessa hipótese dadas as claras e legítimas ambições de Campos. Grande
parte da população não vota em partidos, mas sim em nomes. Nisso , é certo
que os dois quadros devem bater de frente na eleição de 2018 e, por isso, não
encaixam na mesma engrenagem por muito tempo.
O grupo
governista, por sua vez, deve estar coçando a cabeça e fritando os miolos.
Marina representa grande peso nas urnas e Campos têm muita representatividade
em sua base, o que pode levar o PT a perder votos importantes e fundamentais no
Nordeste. O cenário em condições de igualdade dependerá muito do desempenho da
economia e dos reflexos do julgamento do mensalão, o que se mostrou inócuo na
vitória de Fernando Haddad (PT) em São Paulo. João Santana deve estar repensando a "antropofagia de anões", expressão que utilizou para comentar a eleição de 2014 em que crava vitória de Dilma no primeiro turno. A entrevista com o marqueteiro está disponível na Revista Época desta semana.
Com o discurso
de “novas idéias e práticas políticas” Campos e Marina tem como alvo acabar com
a polarização PT x PSDB. É possível. A argumentação marinista, entretanto, não
cola. A Rede nascia dizendo: “somos diferentes”, com a promessa de não
compactuar com a ‘mesmice’ política, de não entrar no ‘establishment’. A realpolitk, porém, tem gosto amargo e
Marina deve saber bem disso agora. Segundo Marina, sua decisão levou em conta
quebrar a polarização existente no país. Com isso, conversas com o PPS de
Roberto Freire já ganham corpo. A opção de Marina no fechamento das portas da
filiação partidária (hoje) demonstra a confiança do projeto de uma ‘nova
oposição’ em confronto direto com o esgotamento do lulismo – que ainda tem
muito fôlego nas urnas. Vai ser interessante.
Rede
Ficou difícil
pensar, argumentar, analisar, conversar sobre a decisão do Tribunal Superior
Eleitoral (TSE) que barrou a Rede. Em qualquer indicação a favor do TSE, não
demorava pra ser taxado de governista, reduzindo a discussão ao ponto zero. A
estranheza partiu da aprovação do PROS e do ‘Solidariedade’, partidos que
incharam ainda mais o quadro político: são 32 legendas ativas e mais 25
esperando o aval do Tribunal. O provável casuísmo que ajudaria a tirar Marina
Silva do páreo perde força, no entanto, ao analisar o tempo que as novas siglas
vêm tentando o registro. O PROS, Partido Republicano da Ordem Social é
construído desde 2006. O ‘Solidariedade’, de Paulinho da Força, desde 2008.
Assinar:
Postagens (Atom)





